Hoje acordei com saudade do cheiro de mato molhado. Aquele que vinha do quintal quando minha mãe banhava as plantas. As jabuticabeiras, estufadas, sorriam para mim e, lá do alto, o tempo era lento e delicioso. Tempo de pensar em nada, de ficar no barro, de olhar as formigas trabalhando, de contar causos, de sonhar... Tudo era leve e surpreendente. Os planos do futuro eram construídos na "cabaninha" feita com cobertores embaixo da parreira. Às vezes, adormecia ali mesmo e, no dia seguinte, tudo recomeçava felizmente.
O abacateiro, que certa vez minha avó havia plantado, permanecia fiel às goiabeiras frondosas até a morte. E o doce de laranja? Ai que delícia, bastava colher, adoçar e ser criança... Parecia que tudo era tão simples e eterno...
Agora, no local, há apenas um estacionamento e o tempo adormecido, que vez ou outra desperta a saudade da criança que era feliz e sabia.

De... que gostoso ler seus textos, é possível entrar nele por completo... Continue escrevendo e que suas inspirações flua... Beijos DANI - escola-
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